
domingo, 9 de maio de 2010
Corre que lá vem a chuva...

TRAUMAS (Roberto Carlos)

Meu pai um dia me falou
Pra que eu nunca mentisse
Mas ele também se esqueceu
De me dizer a verdade
Da realidade do mundo
Que eu ia saber
Dos traumas que a gente só sente
Depois de crescer
Falou dos anjos que eu conheci
No delírio da febre que ardia
No meu pequeno corpo que sofria
Sem nada entender
Minha mulher em certa noite
Ao ver meu sono estremecido
Falou que os pesadelos são
Algum problema adormecido
Durante o dia a gente tenta
Com sorrisos disfarçar
Alguma coisa que na alma
Conseguimos sufocar
Meu pai tentou encher de fantasia
E enfeitar as coisas que eu via
Mas aqueles anjos agora já se foram
Depois que eu cresci
Da minha infância agora tão distante
Aqueles anjos no tempo eu perdi
Meu pai sentia o que eu sinto agora
Depois que cresci
Agora eu sei o que meu pai
Queria me esconder
Às vezes as mentiras
Também ajudam a viver
Talvez um dia pro meu filho
Eu também tenha que mentir
Pra enfeitar os caminhos
Que ele um dia vai seguir
sábado, 8 de maio de 2010
Romeu & Julieta

O fogo se derreteu, o gelo se incendiou
E a brisa que era um tufão
Depois que o mar derramou, depois que a casa caiu
O vento da paz soprou
Clareou, refletiu, se cansou do ódio e viu que o sonho é real
E qualquer vitória é carnaval, carnaval, carnaval
Muito além da razão, bate forte emoção, ilusão que o céu criou
Onde apenas o meu coração amará, amará
O amor não se tem na hora que se quer, ele vem no olhar
Sabe ser o melhor na vida e pede bis quando faz alguém feliz
Vem aqui, vem viver, não precisa escolher os jardins do nosso lar
Preparando a festa pra sonhar, pra sonhar, pra sonhar
Faça chuva, vem o sol, em comum o futebol deu você e o nosso amor
Convidando as mágoas pra cantar, pra cantar, pra cantar
O amor não se tem na hora que se quer, ele vem no olhar
Sabe ser o melhor na vida e pede bis quando faz alguém feliz
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Fotos vencedoras do Pulitzer
terça-feira, 4 de maio de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
"A fé que você deposita em você e só"
Penso ser tão intrínseca ao ser humano a necessidade de acreditar em algo para se desenvolver e crescer como homem, que todos deveriam ter essa fé dentro de si (até porque ela facilita a obtenção de todas essas conquistas). É muito interessante observarmos a exteriorização da idiossincrasia de cada um quando vemos em que eles acreditam. Deuses, orixás, correntes filosóficas, crenças populares, o poder da própria mente, enfim, cada pessoa acredita no que quer, e com base nessas crenças muitos edificam suas vidas.
É bonita, afinal, a nossa capacidade de acreditarmos sem termos provas concretas que nossa crença é real. No entanto, qual é mesmo a necessidade de que ela exista de fato? Basta termos onde nos apoiar quando perdemos o equilíbrio e onde encontrar esperança quando tudo parecer perdido.
Muitas pessoas procuram (e encontram!) essa fonte de forças nelas mesmas. O fato de não se crer no divino, no sobrenatural, não implica na impossibilidade de ter a fé como alicerce. O ser humano, em si mesmo, pode bastar como base. Ter fé em si mesmo é acreditar na possibilidade de realizarmos tudo que nos for proposto, é confiar na nossa capacidade e, consequentemente, nos dedicar o quanto for necessário para alcançarmos nossos objetivos.
Quando não há fé de que algo é possível, é da própria natureza humana fraquejar e achar desnecessário o esforço para a sua realização. A grande importância de acreditar em si mesmo (ou em qualquer outra coisa) é o empenho que provém dessa crença. Se você crê que pode dar certo, você luta para que isso aconteça. É aí que se encontra o verdadeiro poder do acreditar.
Ps: Não é pelo fato de ser música dos Beatles, mas esse trecho resume bastante pra mim a importância de acreditar em si mesmo.
Hey Jude, begin,
You're waiting for someone to perform with.
And don't you know that it's just you?
Hey Jude, you'll do!
The movement you need is on your shoulders"
"Mas no filtro solar, acredite!"
Aproximadamente a partir da quarta década de vida vão aparecendo manchinhas acastanhadas e às vezes ásperas na pele como as que a gente vê nessa primeira foto aí. Muita gente acha que essas manchas são fruto da idade e mais cedo ou mais tarde todo mundo que tem uma pele mais branquinha fatalmente vai adquirir. Mas queria esclarecer que isso tem um nome, chama-se fotoenvelhecimento, e não tem a ver com a idade da pessoa, mas com o tempo de exposição aos raios solares sem proteção. Para provar isso basta comparar a pele da barriga (que é protegida do sol pelas roupas) e a pele do braço (que se expôs toda a vida ao sol) de nossas avós: é muuuito diferente.
Os raios solares que conseguem atingir a gente aqui na Terra são divididos em UVA e UVB. Os raios UVB são aqueles que nos deixam vermelhinhos depois de um dia na praia sem tomar os devidos cuidados com o sol. Além disso, os raios UVB são aqueles que causam risco para câncer de pele. Já os raios UVA são os que penetram mais fundo na pele e são mais responsáveis pelo fotoenvelhecimento que não só causa aquelas manchinhas que mostrei na primeira foto, mas que também provoca flacidez, rugas, perda da elasticidade da pele e tudo que a gente vê nessa segunda foto aí.
Além disso, o raios solares são fatores que desencadeiam e pioram muitas doenças de pele como o melasma, aquelas manchinhas enegrecidas que aparecem na bochecha nas mulheres geralmente associadas a gravidez.
É por isso que acho que a fotoproteção deveria fazer parte da vida de todo mundo que quer ter uma pele mais bonita e mais saudável por muito mais tempo. E como se proteger do sol? Primeiramente usar filtro solar diariamente faça chuva ou faça sol porque mesmo nos dias nublados os raios solares estão lá nos atingindo sem a gente perceber. Escolher um bom filtro solar, que não deixe a pele da gente oleosa, é essencial para que a gente tenha vontade de passar o filtro todos os dias. É importante que ele tenha proteção UVA também, aquele FPS só se refere a proteção UVB, por isso é bom olhar na embalagem se o o filtro também protege contra os raios UVA. O ideal seria usar o protetor solar trinta minutos antes da exposição solar e reaplicar a cada duas horas, mas como isso é uma meta um pouco surreal, na minha opinião passando uma vez quando acordar e reaplicar ao meio dia está de bom tamanho. Outro detalhe é que a quantidade de filtro solar ideal que devemos passar para garantir aquele FPS indicado na embalagem corresponderia a 30 gramas de filtro para o corpo todo, que é uma quantidade muito além do que aquela que passamos normalmente para ir a praia.
Além do filtro solar sempre e diariamente a gente deve também evitar aqueles horários de pico que a gente já conhece, usar óculos escuros e qualquer outra coisa que nos proteja: roupas, sombrinhas, chapéus etc.
Posso resumir tudo isso dizendo: usem filtro solar!
De volta
estava sem internet aqui em casa. Já estou me atualizando e lendo todos os posts que ainda não li. Além disso, estou preparando um texto sobre um tema que queria postar desde o início, espero que vocês gostem...até mais.
sábado, 1 de maio de 2010
ACREDITAR OU NÃO, EIS TODA A QUESTÃO!
Na verdade o que vale mesmo nesse mundo, nessa vida, é o que, em que e em quem você acredita!
Não que eu vá concordar com Walt Disney ou com o emblema da Sony que dizem que tudo o que sonhamos torna realidade, pois as falas deles remetem à realização concreta de sonhos e certamente Walt Disney disse isso após a consolidação de seu império artístico, ou seja, quando ele já era rico...
Eu quero dizer sobre crenças mesmo! Quero falar de fé e de filosofias humanistas versus positivistas...
Após quatro anos em Psicologia, sendo submetida à cortes que fizeram de meus preceitos peças de quebras cabeças que ora se encaixam, ora não, cheguei à algumas conclusões quanto à questão de crença, afinal, é encima disso que trabalhamos...
As vezes, erroneamente, chamamos essas crenças de etiologia das demandas, queixas, sintomas e isso provém de um sistema retroalimentado e irrevogável pelo próprio indivíduo. Mas não quero dizer que essa cristalização da crença é a causa para patologias, muito pelo contrário, muitas vezes essa crença é o antídoto para elas.
Em palavras simples, rebuscadas desde os paradigmas gestálticos e sistêmicos, no que principalmente se referem à boa forma e homeostase orgânica, o que vale nessa história toda é que o ser humano acredite e ponto!
Henry Ford já dizia: “Se você acredita que é capaz, você está certo. Se você acredita que não é capaz, você também está certo!” Pois tudo recai nos nossos próprios sistemas de crenças, como: auto-confiança, auto-imagem, auto-conceito, auto-estima e auto-eficácia.
A atribuição de forças “maiores”, “sobrenaturais”, “divinas” e “superiores” no curso de nossas vidas são significantemente reais para quem acredita nelas e isso é impreterivelmente fantástico! Não tem que haver questionamentos sobre dogmas, pois, veja bem: se tenho uma crença espiritual de que Deus me ajuda nas dificuldades do dia e termino, com louvor, uma tarefa difícil do meu dia, naturalmente associarei a efetivação dessa tarefa com a ajuda divina. Mais uma vez: não importa em quê você acredita, o que importa é que você acredite!
Isso tanto é certo que hoje temos um ramo da Psicologia que se chama Psicossomática, que corresponde à doenças manifestadas pelo indivíduo sem causa aparentemente orgânica. É aquela velha história de na véspera de uma prova termos dor de barriga e as pessoas dizerem: “Acalme-se, isso é psicológico...”. Isso é uma cadeia multifatorial sim, mas realmente esse remetimento ao psicológico é apenas uma forma de dizer: “Você só está com dor de barriga porque você acredita precisar dessa dor nesse momento...”. Freud, nosso saudoso Freud (embora eu não seja adepta à sua abordagem, eu sou fanática por ele) já explicava muito bem essa questão de fazer real o que a mente projeta pelas manifestações inconscientes, que nada mais são do que vontades reprimidas. Temos como exemplos os casos das histéricas... Aliás, foi a partir de Freud que a psicossomática surgiu (mas talvez não tenha sido pela teoria dele que ela tenha achado métodos curativos...)
Reforçando: volição e fé andam de mãos dadas naquela velha história de “Ver para Crer” e “Crer para Ver” (prefiro essa segunda).
Eu sei que eu acabo me enrolando toda ao falar de um tema e vou tão longe que as vezes nem sei como voltar, perdendo o sentido de tudo, mas isso é inevitável quando se fala de crenças, eu juro.
Eu – depois de ter sido jogada pela Psicologia num poço bem fundo, sem luz, sem escada, sem mola, sem nada – só quero dizer que acreditem! Em qualquer coisa, em qualquer besteira, em qualquer pessoa, em qualquer causa, em qualquer ideologia, em qualquer sentimento... Essa fé faz as coisas se tornarem reais, ou melhor (usando Freud novamente), precisamos a todo momento fantasiar com sonhos e crenças a dura realidade para nos maternos na estrutura de neuróticos recalcados, pois se essa fantasia se transformar em alucinações e delírios, nos tornamos psicóticos! (Não quero entrar em Saúde Mental; paro por aqui). Mas esclarecendo: essa fé é saudável quando é crítica, clara e não-alienada, pois não devemos pensar que amanhã seremos milionários sem trabalharmos, né?! (Esse foi o maior erro de Rhonda Byrne com O Segredo, embora o embasamento na metafísica tenha sido interessante.) Sem falar falando de egoísmo, essa fé sempre tem que ser refletida em relação à nós mesmos, ou seja, primeiramente temos que identificar o que acreditamos em nós mesmos, ou seja, primeiramente temos que identificar nossas fraquezas e nossas potencialidades, para depois direcionarmos nossa fé para outros campos (pelo menos eu acho que a direção seja essa) Aliás, se não acreditarmos em nós mesmos, é muito difícil acreditarmos em outras coisas... As vezes temos que quebrar algumas crenças para nos libertarmos, mas as vezes precisamos alimentar velhas crenças para seguirmos em frente...
Para as poucas pessoas que já conversaram comigo sobre isso, esse texto é extremamente revelador, pois se as minhas crenças são baseadas numa filosofia positivista, e fundamentadas no ceticismo, como uma fé cega, isso pode estar dizendo, através de uma outra linguagem, a falta de fé no meu próprio eu. Tá vendo? Eu disse que muitas vezes a crença evita patologia; no meu caso (com a audácia do auto-diagnóstico), a falta de crenças me encaminha para a apatia e distimia que são primas da ansiedade e depressão (isso não é extremismo, é um possível prognóstico apenas, rs).
Apenas justificando...
Talvez eles também fujam bastante do perfil do blog, mas o bom é que isso já vai respondendo aquela pergunta sobre o que sairía quando nós 5 nos juntássemos para escrever (rs)...



















